Confessar a Cristo – O que significa?

A Bíblia tem o poder que nenhum outro livro tem. Quando lemos ou ouvimos com atenção a sua mensagem a nossa vida é exposta nitidamente diante de nós como em um espelho. Isto acontece simplesmente “porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4.12)

O significado de confessar a Cristo

Ouvir a exposição da Palavra nos mostra como estamos diante de Deus, então Ele nos faz compreender que precisamos sempre mudar algo em nossa vida e, muitas vezes se trata de uma mudança radical. Quando de fato cremos na Palavra de Deus haveremos de recebê-lo como Salvador, que é o passo inicial para iniciar um relacionamento com Deus Esta atitude nos levará compreender e amar ainda mais a sua Palavra. Uma confissão autêntica é sempre acompanhada de uma disposição para obedecer a Deus.

É perigoso ler a Bíblia apenas para aumentar o conhecimento. A própria Palavra de Deus nos adverte a respeito desta  atitude. Em Tito 1.16 lemos assim: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” (Tito 1.16)

Exemplos bíblicos de pessoas que confessaram a Cristo

Na Bíblia, dentre muitos que confessaram a Cristo publicamente, temos o exemplo de um homem cego de nascença o qual fora curado por Cristo. Ele foi expulso da sinagoga quando falou sobre sua cura. Em João 9.35-39 lemos assim: “Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. Eo adorou. E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.” Este texto nos esclarece que este homem recebeu visão dupla: física e espiritual, melhor dizendo, ele foi salvo!

A necessidade de confessar a Cristo como Salvador

confessar a Cristo

Confessar a Cristo é o único meio para a salvação. Na bíblia, em Romanos 10.9,10 está escrito assim: “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Veja mais o que Cristo falou sobre essa atitude: “Qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10.32,33)

Uma vez salvo, quem confessa a Cristo se torna um adorador. Em Hebreus 13.15 lemos assim: “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.” Igualmente por essa razão o ex-cego declarou: “Creio, Senhor. E o adorou.” Por meio destes textos podemos entender que o nosso nome só será confessado no céu se fizermos essa confissão na terra, antes da morte física.

Confessar a Cristo é também a única forma de sermos vitoriosos sobre o pecado. Porque em Cristo há graça para vencer o pecado. Paulo escreveu ao jovem Timóteo: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2.2) O resultado de uma vida vitoriosa é ter o nome confessado no céu. Em Apocalipse 3.5 lemos assim: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.”

cristo salvador

Então aqueles que fizeram a confissão pública de Cristo além de serem vencedores do pecado também tem a garantia da vida eterna. Em 1 Timóteo 6.12 lemos também: Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.” (1Timóteo 6.12)

Em fim devemos confessar a Cristo antes que seja tarde demais! Lamentavelmente muitos embora, perdidos, confessarão a Cristo apenas para saber que somente no nome de Cristo havia salvação. Não deixe para reconhecer o poder de Deus após a morte física, confesse-o enquanto é tempo. “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2.10,11)

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Esta foi a pergunta de Pilatos aos judeus por ocasião da condenação de Jesus à morte. Pilatos tinha que decidir sobre o que fazer de Cristo e sabemos que ele optou pela crucificação! Porém um pouco antes de ser condenado o Mestre surpreendeu a Pilatos com esta revelação: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.” (João 19.11) Jesus foi sacrificado como um cordeiro. Exatamente porque nele se concentra todo o significado da páscoa.

De fato, três dias depois da ressurreição de Cristo dentre os mortos. Pedro testificou a respeito disto em Jerusalém: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.” (Atos 2.32) Em Atos 2.36 Pedro enfatiza o senhorio de Cristo: “Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes Deus o fez Senhor e Cristo.”

Cristo está vivo e continua operando maravilhas através de sua igreja. Novamente Pedro testemunha diante das autoridades de Israel sobre a cura de um paralítico: “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.” (Atos 4.10) João também testificou: “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”

É claro que a operação de milagres é importante, mas a nossa maior necessidade diz respeito à salvação. Em certa ocasião Jesus curou dez leprosos de uma vez, mas somente um recebeu a salvação. Em Lucas 17.17-19 Jesus pergunta: “Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.”

Após a sua ressurreição, Cristo tratou com seus discípulos sobre necessidade da proclamação da verdade para salvar o mundo. Em Marcos 16.19 lemos: Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.”

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Jesus se apresenta para todos como Salvador. O que faremos com Ele?

Em pleno século 21 temos o mesmo desafio de Pilatos: O que faremos com a mensagem de Jesus, chamado Cristo? Esta pergunta vem ecoando ao longo dos séculos. A mensagem de Cristo segue sendo pregada na TV, no rádio, nos jornais, na internet, através de panfletos e de boca a boca pelo mundo afora. Uns aceitam, zombam e outros permanecem indiferentes, mas ordem de Cristo permanece: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16.16)

Pilatos desperdiçou sua grande e única oportunidade de salvação. Hoje da mesma forma contemplamos as obras do Cristo ressuscitado. Desde a sua ressurreição tem-se visto muitas vidas transformadas através de pregação de sua Palavra. Você já foi impactado pela mensagem do Rei? Como tem reagido a ela?

Pilatos passou para a eternidade sem reconhecer o senhorio de Cristo. Hoje estamos diante da mesma situação, a diferença é que podemos fazer uma escolha bem diferente da de Pilatos e Deus nos mostra esta grande necessidade: “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” (Romanos 14.9)

 

Como lidar com a morte física

Jesus venceu a morte por nós

“Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. ” (Salmos 49.15)

A morte será sempre um assunto indigesto. Entretanto cada vez que presenciamos o sepultamento de alguém somos levados a imaginar que algum dia todos nós também enfrentaremos tal situação. Afinal Deus falou para Adão logo após a sua morte espiritual: porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gênesis 3.19b) Apesar desta notícia todos nós esperamos estar em um bom lugar na eternidade. Sobre este assunto é muito importante estar certo que realmente estaremos em um bom lugar, e não apenas esperar. Será que é possível saber alguma coisa aqui na terra?

Só existe um livro que ensina a verdade sobre este assunto: a Bíblia Sagrada. No primeiro livro da Bíblia, em Gênesis sabemos que a nossa aliança original com Deus foi quebrada ainda no início do mundo, quando Adão e Eva pecaram. Entretanto Cristo foi enviado ao mundo para refazê-la. Ele mesmo disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14.6) Diante dessa profunda verdade temos que responder com muita sinceridade: Já estamos trilhando neste caminho? Já estamos salvos? Caro leitor, se estamos salvos então podemos dizer que temos uma aliança com Deus. Isto significa que estamos comprometidos em viver com ele e para ele. As Escrituras tem muito a revelar para quem já se encontra em uma aliança eterna com Deus.

Para quem já recebeu a Cristo como Salvador a morte é apenas uma transição para uma eternidade com Ele. Em Salmos 50.5 lemos: “Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios.” Sabemos que, aqui na terra, a aliança de um casamento termina com a morte física. Porém a aliança que Deus nos oferece em Cristo nem mesmo a morte pode destrui-la! Por que? Cristo venceu a morte através da ressurreição. Em Atos 2.24 lemos: “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela.”

A aliança de Deus é indestrutível porque está baseada no amor incondicional de Deus. Em João 3.16 está escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Em Romanos 8.38,39 lemos: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

A única coisa que nos separa de Deus é viver propositalmente no pecado. É o pecado que nos separa de Deus. Em Isaias 59.2 lemos: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Alguém em aliança com Deus não peca? Se estamos em aliança com Deus o pecado ainda pode ocorrer em nossa vida, mas será sempre por acidente e nunca por propósito. Em Romanos 6.1,2 lemos: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”

Estar em aliança com Deus significa ser salvo, isto é, viver em um novo estilo de vida. Esta é única maneira de estarmos preparados para a morte física. Céu ou o inferno nos aguardam na eternidade. Nosso destino está em nossa escolha na terra. Deus deixou isto bem claro nas Escrituras: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30.19)

Se o nosso desejo é estar com Cristo na eternidade, desde já temos que estar em aliança com ele, dedicando nossa vida a Ele. Isto significa separar-se do propósito de viver pecando. Este é o significado da palavra santificação. Em 1 Pedro 1.16 temos uma declaração do criador do céu e da terra: “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.”

Por que temos que estar mortos para o pecado e vivos para Deus? Em Mateus 22.32 Cristo declarou que “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.” Em Romanos 6.11-13 temos uma clara explicação deste fato: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” Através deste texto podemos entender que o nosso estilo de vida na terra é altamente comprometedor em relação à eternidade. Então precisamos refletir: Estamos vivos para com Deus e mortos para o pecado ou existimos como mortos espirituais vivendo em pecado? A morte física pode se apresentar a qualquer momento para nós. Estamos preparados?